Taxonomia, características e alimentação
Em
Portugal ocorre a subespécie nominal.
Os machos são de um preto fosco com bico amarelo, e as fêmeas de um
preto acastanhado. As aves novas apresentam-se, até à muda do
outono, levemente sarapintadas.
Alimenta-se, sobretudo, de insetos e minhocas. Na época da fruta
adora morangos e uvas, razão pela qual arranjou muitos inimigos
entre os agricultores!
Biologia da reprodução
Os machos começam com os seus cantos ainda no inverno, em dias
amenos, fazendo-o, por vezes, tão em surdina, que só de perto se
consegue ouvir.
Mas é no início da primavera que o seu canto se pode ouvir em pleno,
em especial ao amanhecer, ao anoitecer ou em dias chuvosos.
Pleno de melodia e harmonia, muitos apaixonados por aves consideram
o canto do Melro-preto como sendo o mais belo canto de todas as aves
canoras Europeias.
O casal de melros, durante o período de acasalamento, não permite
qualquer outro melro nas proximidades. Aquele que não se afastar a
tempo é atacado com o bico e com as garras. Os machos, quando lutam,
estão de tal forme empenhados nisso que esquecem tudo aquilo que os
rodeia, sendo, nesta altura, presa fácil para aves de rapina e
gatos.
O ninho tem a forma de uma tijela funda e é revestido interiormente
por uma camada de terra coberta com palha. Normalmente é construído
a baixa altura, em pequenos arbustos, varandas ou
mesmo em vasos de flores.
Pode fazer 3 ninhadas por ano, com 3 a 5 ovos cada. A incubação dura
entre 11 a 14 dias e as crias voam com cerca de 14 dias de
idade.
O comportamento de muitos melros-pretos das cidades está adulterado,
pois há machos que nunca cantam e outros que não participam na
criação dos filhotes ou que tentam acasalar no inverno.
Movimentos e fenologia
Os melros-pretos
nidificantes em Portugal são sedentários.
Durante o inverno chegam ao país indivíduos provenientes de
além-Pirenéus, em especial do Reino Unido, França, Alemanha,
Dinamarca, Holanda e Bélgica.