Taxonomia, características e alimentação
Em Portugal reside e nidifica a subespécie Carduelis chloris
vanmarli. O Verdilhão é uma ave maciça, com um comprimento
entre 14 a 16 centímetros. Na primavera e no verão o
macho tem o peito amarelo esverdeado, enquanto a fêmea é cinzenta,
com um halo esverdeado. As aves novas são acastanhadas, com listas
longitudinais escuras. Em toda a fase da plumagem
apresentam a cauda amarela e as aves adultas têm também um espelho
amarelo nas asas. A alimentação do Verdilhão é constituída quase
exclusivamente por sementes várias, rebentos e bagas.
Durante a reprodução pode também capturar alguns invertebrados que
consome ou dá às crias.
Biologia da Reprodução.
O Verdilhão é uma das primeiras aves a executar, em fevereiro ou
início de março, a sua cantiguinha de amor, de preferência a
partir da extremidade de um ramo em local elevado,
de onde muitas vezes parte para um voo nupcial com batimentos de
asas impetuosos. O ninho, construído pela fêmea com os materiais
trazidos pelo macho, é uma construção pouco artística,
comparado com o ninho de outras aves, e encontra-se quase sempre em
sebes e arbustos, a alturas relativamente baixas. O período de
nidificação tem início em março ou abril, o que significa
que os filhotes podem principiar a voar logo que as árvores comecem
a cobrir-se de folhagem. A fêmea choca muito agarrada aos ovos,
quase sempre na quantidade de 5, enquanto o macho canta
nas proximidades, ao mesmo tempo que apresenta os seus voos
nupciais. A duração do choco é de treze a catorze dias e a
permanência dos filhotes no ninho também entre treze a catorze dias.
Estes são alimentados, principalmente, com sementes amolecidas no
papo dos pais. Ao contrário de outras aves, os pais não retiram os
excrementos dos filhotes do ninho.
Geralmente o macho cala-se no fim do período de nidificação, embora
alguns casais recomecem a cortejar-se e avancem com uma segunda
postura nos fins de junho.
Movimentos e fenologia
O Verdilhão é considerado uma ave residente. No entanto é possível
que ocorram em Portugal populações migradoras, considerando a
observação da passagem de grandes bandos outonais,
durante os meses de outubro e novembro, na zona do cabo Espichel. O
número de recuperação de aves anilhadas no estrangeiro é muito
reduzido, comparando com outras espécies de fringilídeos,
destacando-se a captura de um Verdilhão anilhado na Bélgica, o que
leva a concluir que Portugal deverá acolher alguns invernantes
vindos do exterior.